Em
comparação com a luz eterna da Palavra de Deus, o conhecimento dos homens nada
mais é que uma escuridão visível. Os grandes sábios não se dispõem a reconhecer
o Deus vivo. Em todas as épocas, os sábios desprezaram a sabedoria do infinito
(1Co 1.18-21, 26). Moisés conheceu toda a ciência egípcia, conhecia cada um
deus existente ali, mas sabia em seu coração que havia somente um Deus. Os
instintos da natureza hebreia e a morte do egípcio muito contribuíram para uma
mudança na vida de Moisés, mas o texto indica que a razão principal de seu
rompimento foi a fé e, através dela, viu tanto o sofrimento quanto a recompensa
(Hb 11.26). A fé mostrou a Moisés o que havia dentro da eternidade, daí em
diante, qualquer grandeza que visse no mundo se tornava nada diante do que a fé
lhe revelara (Rm 8.17, 18).
Pela fé, Moisés viu um galardão.
Moisés
descartou a possibilidade das riquezas humanas por uma recompensa na
eternidade. Embora perdesse, esperava se tornar um vencedor. Sabia que, no dia
do julgamento, veria a balança imparcial, sabia que não havia trocado um
galardão incorruptível por um “mísero prato de lentilhas” como fazem os que se
vendem na casa de Deus. Era isso o que Moisés via e nada poderia persuadir sua
mente. Moisés se dispôs a seguir a estrela e, mesmo que andasse através das
chamas e das inundações, o que importava era o que via pela fé. Ele sabia que
sua causa era a causa de Deus e, portanto, essa era a única verdade que
impulsionava sua vida a queimar todos os arquivos do passado e seguir em
frente, sem pestanejar.
Pela fé, Moisés viu o Cristo.
A fé de Moisés também descansa em Cristo. Ele ainda não havia vindo, mas
ele o viu através da eternidade (Hb 11.26). Ele conhecia a promessa dos
patriarcas que, na semente de Abraão, seriam benditas todas as nações da terra
e estava disposto a assumir o vitupério para participar da promessa. Ele não
conhecia tudo o que conhecemos hoje, mas tinha fé no Messias que havia de vir.
Mais adiante, ele próprio anuncia o Cristo que havia visto pela fé (Dt 18.18).
E, como prêmio por seu trabalho e por sua fé, ele volta após a morte, já
glorificado, juntamente com o profeta Elias, para testificar daquele a quem
havia anunciado, como sendo a única voz
a ser ouvida pelos discípulos e a única autoridade na terra outorgada pelo Pai
(Lc 9.30, 31).
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