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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

O QUE TER FÉ?

 

O QUE TER FÉ?

A FÉ QUE FOI DADA AOS SANTOS!!

Judas 1:3,4  Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.
Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.

...senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Jd 3).

 Uma das palavras mais freqüentes na Bíblia é “fé”. Conceito chave, esta palavra descreve um ato que passa pela inteligência e pela vontade.

Não se constrói uma casa começando pelo telhado! É preciso começar pela base.

Certo dia assistindo um programa de construção de casas observei que o construtor propôs construir começando pelo telhado. Mas Evidentemente ele teve que instalar primeiro os pilares e os mesmos sobre uma base sólida e segura. Fez então uma sapata com concreto bem projetado e calculando o peso que teria que suportar, levantou os pilares de toras de madeira sobre a base de concreto e então montou o telhado para posteriormente levantar as paredes laterais e centrais.

A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam....

Na Bíblia, fé significa confiança absoluta em tudo que Deus tem revelado; a confiança que possuímos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Às vezes, esta palavra aparece para descrever o exercício da fé por parte do homem espiritual, a crença ativa, a dependência de Deus. Outras vezes, para descrever o objeto da fé, aquilo em que alguém crê, o sistema de princípios religiosos (como é o caso do cristianismo), o anúncio doutrinário na forma de um credo.

“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos…” (1 Co 16.13 – ARC).

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” (Cl 1.23 – ARC).

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3 – ARC).

“E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé” (At 6.7).

Há algumas perguntas que nos ajudam a avaliar nossa fé. Neste editorial propomos três perguntas através das quais podemos fazer uma radiografia dela. São perguntas importantes e reveladoras.

Em Que Você Crê?

O conteúdo da nossa fé é fundamental. Aquilo em que você crê constitui aquilo que você é. E só a verdade é digna de ser crida. Alguém já disse que “a piedade é filha da verdade, e precisa ser alimentada… não com outro leite que não seja o de sua mãe”. John Owen afirmou que “somente a verdade capacita a alma a dar glória a Deus”. Hoje em dia ouvimos expressões tais como: “Não importa o que você crê, conquanto seja sincero”; “Todos os caminhos levam a Deus”, etc. Ao que nos parece, esta será a religião do século 21. Isto, contudo, é uma grande falácia. Aquilo que você crê constitui o alicerce da sua vida. Aquele que crê mal não pode viver bem, pois não tem alicerces.

Aquilo que você crê constitui aquilo que você é.

O bispo de Hipona escreveu: “Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas em si mesmo”. E o reformador Lutero adverte-nos: “qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”. No fim, a verdade triunfará. A verdade é sempre forte, não importa quão fraca pareça; e a falsidade é sempre fraca, não importa quão forte pareça.

Por nós Jesus orou. Ele pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

Como Você Crê?

forma e a intensidade da fé têm grande importância. A fé é algo que se desenvolve mediante o uso. Ela precisa ser desenvolvida. Assim, a fé pode aumentar e ser fortalecida. Há níveis variados de fé, pois há níveis variados de desenvolvimento da alma. Por isso, fazem sentido expressões bíblicas tais como: “Homens de pouca fé”; “Geração incrédula”; “Fé do tamanho de um grão de mostarda”; “Mulher, grande é a tua fé”; “Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Dos pedidos que os discípulos fizeram ao Mestre Jesus Cristo, dois se destacam. O primeiro é “ensina-nos a orar”; e o segundo, “aumenta-nos a fé”.

Esta questão da forma e da intensidade da fé pode ser percebida de maneira bem nítida nas palavras de Jesus dirigidas a Tomé, no segundo domingo após a ressurreição. Como sabemos, Tomé esteve ausente na reunião do primeiro domingo (o que já constitui um ponto negativo) e não creu na notícia de que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos. Após haver contemplado o Senhor, colocado o dedo nas feridas dos cravos em suas mãos e apalpado as chagas do seu lado, Tomé creu. E disse-lhe Jesus: “Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29).

De fato, a fé bíblica é a confiança que temos no testemunho que Deus manifesta acerca de Si mesmo. Ao crente basta a Palavra de Deus. Deus falou a Abraão, e este creu. Lamentavelmente, vivemos um tempo em que a geração incrédula e adúltera pede e busca sinais a fim de crer. O que não for por fé é pecado. Se cremos no que vemos não é por fé!

A fé vem pelo ouvir, ouvir da palavra de Deus!

O conhecimento da verdade deve nos levar à convicção da verdade. Jesus lançou a seguinte pergunta ao povo, acerca de João Batista: “Que fostes ver no deserto? Uma cana agitado pelo vento? … Mas, então que fostes verUm profetaSim, vos digo eu, e muito mais do que profeta” (Mt 11.7-9 – ARC). É terrível quando ouvimos a respeito de alguém: “Ele nunca tem opinião própria; costuma adotar a que estiver em voga”. Eis aí um caniço agitado pelo vento. O profeta do Senhor não é aquele que se orienta pelo catavento da opinião pública, mas pela bússola da convicção bíblica. O nosso mundo é rico em ilusões, e, por vezes, nos deixamos iludir por ele.

Precisamos viver o que acreditamos e acreditar no que pregamos!

Nos tempos da bastilha francesa, Mirabeu falou de Robespiere, quando este fazia um discurso: “Este homem vai longe; ele acredita naquilo que diz!”

O Que Você Faz Com O Que Você Crê?

O que fazemos com a fé é muito importante. Se algo é digno de ser crido, é digno de ser vivido. De fato, a fé bíblica implica em obediência.

A fé bíblica traduz-se em discipulado. Não crê aquele que não vive consoante à sua crença. “Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.17). Um pressuposto da pregação da Palavra de Deus é que o propósito subjacente a toda doutrina é garantir a ação moral. Aprendemos por simples verificação semântica que teologia é conhecimento de Deus. Sua teologia consiste naquilo que você é quando suas ações condizem com o que você diz . Deus quando nos instrui a mente, Ele o faz para transformar a vida. Aliás, este é o alvo do ensino, e a lei do processo de aprendizagem estabelece que o aluno deve reproduzir, em si próprio, a verdade aprendida. E vivendo a verdade, nossas próprias vidas se tornam verdadeiras. Nós nos tornamos o que devemos ser.

Uma fé digna de ser crida e quando é vivida na prática,é digna de ser proclamada. A verdade precisa ser proclamada, não importa como seja recebida. E deve ser proclamada, antes de tudo, porque é a Verdade de Deus. O bem que se faz aos homens é passageiro; as verdades que lhes deixamos são eternas.

Uma fé digna de ser crida é também digna de que batalhemos por ela.

Sê fiel até à morte.” Não foi este o lema dos mártires desde Estêvão? Consta que foi martirizado e morto pelo rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde fica o "Monte São Tomé" e a "Catedral de São Tomé", supostamente o local de seu sepultamento. Historiadores acreditam que o apóstolo foi morto à flechadas, por hindus, enquanto orava.Senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos” (Jd 3).

A ministração do evangelho deve ser na letra e na prática! Mostrar aos outros com nossos atos a fé que nós proclamamos. Subir ao púlpito e pronunciar a fé que está descrita é relativamente fácil, mas o que nos importa é VIVER A FÉ QUE ANUNCIAMOS!

“Não é coisa pequena ficar em pé diante de uma congregação e dirigir uma mensagem de salvação ou condenação, como sendo do Deus vivo, no nome do nosso Redentor. Não é coisa fácil falar tão claro, que um ignorante nos possa entender; e tão seriamente que os corações mais desfalecidos nos possam sentir; e tão convincentemente que críticos contraditórios possam ser silenciados.” Richard Baxter